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sábado, 17 de setembro de 2011

Sei que no fim do mundo

Posso sorrir e chorar

Amar e ser amada

Sem ter medo de errar



Sei que o céu é mais azul

E que o sol brilha mais

Sei que as cores têm vida

E que não existem finais


Sei também que posso voar

E sonhar acordada

Gritar que sou feliz

Ser tudo e não ser nada

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Primeiro selinho (:



Este meu primeiro selo "Prova de amizade" foi-me oferecido por uma grande amiga minha que tem um blog também ele espectacular: http://www.setediaseumavida.blogspot.com/
Muito Obrigada Verónica! (:



Este selinho vem acompanhado de 3 perguntas ás quais irei responder de seguida:


Porque criaste o teu blog?
Criei este blog por duas razões: Dar a conhecer a minha grande paixão pela escrita e partilhar alguns poemas escritos por mim ou por Grandes poetas portugueses


Qual o significado do nome do teu blog?
Escolhi este nome pois neste blog navegamos num grande mar cheio de letras e palavras sentidas.



Quais os temas do teu blog e a base?

Neste blog o principal tema é a escrita e procuro expor poemas/textos, dar sugestões de leitura, etc..é essencialmente dedicado a todos os apaixonados pela nossa língua portuguesa!!
E já está, desafio cumprido!





quinta-feira, 28 de abril de 2011

Noite perdida

Sozinha, esquecida
No meio deste jardim
Imóvel, perdida
Nesta noite sem fim
O vento sopra,
Os sinos não param de tocar
O relógio marca as horas
A tensão paira no ar
Olho para o imenso céu
Iluminado pela Lua
Por fim o tempo pára:
Não avança nem recua


Maria Patrocínio

domingo, 30 de janeiro de 2011

De volta, devido a um narciso..

Olá a todos!
Sei que já cá não venho há um tempinho...há bastante tempo na realidade.
A razão para tal é sempre a mesma e resume-se a uma só palavra: ESCOLA. Sim, é ela a responsável por me roubar o tempo e por me encher tanto a cabeça ao ponto de ocupar o espaço do meu cérebro reservado á imaginação.
No entanto, hoje trago mais um poema, escrito por mim...
No outro dia, a minha mãe chegou a casa do trabalho qualquer coisa consigo. Fiquei curiosa e quando fui espreitar, descobri que era uma flor.
Um Narciso.
Assim que o vi lembrei-me logo de um poema que tinha escrito no 6º ano acerca da lenda de Narciso. Desloquei-me então até ao meu quarto e, por entre a papelada acumulada na minha secretária, lá descobri o poema:

"O homem que se amava a si mesmo"
Este mito
É sobre um homem
Que era muito bonito..

Chamava-se Narciso
E muitas pessoas o adoravam,
Abeiravam-se ao pé dele,
E o seu eterno amor lhe declaravam.
Mas ele tinha decidido
Que com quem ficaria
Teria de ser tão bonita quanto ele,
Só assim a amaria!
Certo dia, foi à floresta
E ouviu alguém a falar,
Tinha uma voz muito doce
Mas Narciso depressa se quis afastar
Pois logo percebeu
Que era apenas uma ninfa vulgar..

A ninfa chamava-se Eco,
Que rejeitada por Narciso,
A floresta abandonou
Mas o seu amor,
por ele continuou

O tempo passou,
E à floresta Narciso voltou...

Sentou-se na margem de uma nascente
E para a água olhou,
Pela sua imagem reflectida
Logo se apaixonou!
Mas ao perceber que era ele mesmo,
Decidiu que já não valia a pena viver
Agarrou num punhal, espetou-o no coração
E com um grito de adeus,
Deixou-se morrer.
Escondida ali perto,
a ninfa Eco tudo viu
E, soluçando adeus
se despediu.

Numa mancha de sangue que no chão ficou
Uma flor branca depressa desabrochou..

Ficou conhecida por Narciso,
O que era uma proeza,
Mas ao contrário do que o homem pensa,
A flor não tem consciência da sua Própria Beleza!